Sob
medida
Talvez sejam os quilômetros rodados
As solas gastas de um sapato qualquer
Uma velha pasta de música
Ou a pilha de livros amontoados no chão do quarto.
Talvez não seja nada,
Quem sabe apenas a nostalgia de qualquer estrada
Quem me muda o rumo
Pra quem me arrumo
Enquanto durmo escorada sobre um conto.
Tenho lá no fundo os meus segredos
Aquela dose de medo
Que é pra fazer humana
Que é pra derramar a alma no papel
Num branco qualquer da folha.
É... Talvez goste mesmo desses extremos,
Das linhas tortas de um rosto qualquer
E por trás desse sorriso amarelo:
Da sua alma
multicolor.
Autora: Luana Rinaldi
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