segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sob medida





Sob medida




Talvez sejam os quilômetros rodados
As solas gastas de um sapato qualquer
Uma velha pasta de música
Ou a pilha de livros amontoados no chão do quarto.


Talvez não seja nada,
Quem sabe apenas a nostalgia de qualquer estrada
Quem me muda o rumo
Pra quem me arrumo
Enquanto durmo escorada sobre um conto.


Tenho lá no fundo os meus segredos
Aquela dose de medo
Que é pra fazer humana


Que é pra derramar a alma no papel
Num branco qualquer da folha.


É... Talvez goste mesmo desses extremos,
Das linhas tortas de um rosto qualquer
E por trás desse sorriso amarelo:
Da sua alma multicolor.




Autora: Luana Rinaldi

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