quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rituais I

Rituais I
(sobre o ritual matinal, uma saudação ao dia, 19 de abril de 2011)

Logo que acordo,
Ainda com aquela sonolência devida ao dia,
Chamo o corpo a trabalhar também: sobre gotas de água fria

Um abraço termo e caloroso,
Sob a forma de luz solar,
Cobre-me em um tão saudoso:
Bom dia,
É hora de acordar.

E enquanto ando ainda que apressada
Com os olhos voltados ao relógio,
Um doce beijo de brisa percorre-me a face
E refresca-me a alma
Em saudação matinal

E nas ruas,
Antes silenciosas,
Contrastam cantos suaves e pesado roncar.
Anunciando um novo começo,
Ou a continuação depois da pausa:
De um novo dia que veio se apresentar.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Para minha avozinha

Para minha avozinha
(a minha avó Hilda que deixou-nos saudades e bons exemplos)

Ah, avozinha!
Olho-te assim
Tão frágil
Como uma criancinha.

Seus olhos tão pequenos,
Tão serenos,
Parecem olharem pro infinito,
Mais além:
Para algo não descrito

Teus cabelos já grisalhos,
Cuja cor o tempo apagou
Fio a fio sua história em nossa vida marcou.

Sua voz hoje quase calada
Tanta história já me contou,
Suas mãos enrugadas que um dia já me ninou.

Vejo o rastro do tempo
No rosto de alguém que tanto me amou

Ah, avozinha!
Quanto tempo já se passou.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Versos Mudos

Versos Mudos

(em 16 de setembro de 2008, às 00:00hs, enquanto o sono não vem)

Meus versos somem,
Minhas rimas perdem o brilho
E quando menos percebo:
Meu olhar também fugiu
(ele correu para um abrigo)

Ele encontrou o seu repouso predileto
E em meio as suas lembranças
Vejo tudo que escondi do mundo para ninguém ver
O meu livro mais seleto
O meu romance mais discreto!
Encontro tudo que não procurei
E vejo até o que não estava perdido
Escondido em meio as suas imagens.

Não sei, ainda não consigo entender
Já tenho tudo,
Não peço nada!
Mas ainda me falta você?!
E mesmo sem querer, te quero
E talvez sem esperança ainda espero

Mas creio que o tempo é curto
Não poderei esperar muito...

Mas qual a medida do amor
Se não um século a fio...
Se não noites em vigília
No qual só o nada nos faz companhia!
E se vive,
Se respira,
Se alimenta,
Se move,
Apenas por um querer sem razão
Amor ou quem sabe paixão?!

Autora: Luana Pricila Bicudo Rinaldi

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Arte de Viver

A Arte de Viver
(2005, uma das primeiras brincadeiras com as palavras que me arrisquei a fazer) 

A vida é uma arte
E viver é ser artista

Encenando a cada dia,
No palco da vida,
A magia do destino.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Nada mais que uma canção

Nada mais que uma canção

Talvez ainda me lembre
Como tudo começou
Somos assim tão diferentes
Já nem sei mais quem errou

Em meus versos
Tão simplórios
Em minhas rimas já usadas,
Tento te lembrar de coisas
Que pra nós já não significam mais nada

Nossos caminhos se separam
Não tenho como voltar
Minha vida continua
E você não passará de uma canção.

Tente não pensar em nada
Tudo não passou de uma história errada
Do mesmo jeito que começou
Perdeu-se pela estrada

Muitos espinhos
Cresceram por entre nossas flores,
Já não somos mais nada um do outro
Apenas ex-amores

Nossos caminhos se separam
Não tenho como voltar
Minha vida continua
E você não passará de uma canção.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Rotina

Rotina

Meus dias são sempre iguais
Perco a noção!
Apenas um minuto a mais.

Andar e não dar em nada
Dois lados opostos
Entre a partida
E a chegada.

Não estou sempre triste
Nem sempre contente,
A lágrima que rola
Morre na mesma boca sorridente.

Meus dias são sempre iguais
Minutos a menos
Às vezes a mais
Meus dias são sempre iguais.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Venha Ver

Venha Ver


Corra,
Venha ver.
Cheguem mais perto!
O mundo é novo
E nova é à vontade;

Não feche os olhos
Não perca nada
Cada segundo
Uma nova jornada.

A vida corre por um rio lento
E a fúria das águas
Aumenta com o vento!
A verdade existe
E espera por você
Corra o risco
Chegue mais perto
Venha ver!

Autora: Luana Rinaldi

Arte Moderna

Arte Moderna

(Novembro de 2009)
Risca, rabisca
Pinta, aprimora
Escreve, lê
Apaga e comemora.

Na brincadeira das cores
Quero entrar também
Sou artista novato
E o que tem?

Experimente!
Crie também
Na roda da arte
Lugar ainda tem.

Sinta, expresse
Não tenha medo.
A magia das cores,
Riscos de amores,
É quase divina
Venha ver
Você também opina?
Autora: Luana Rinaldi

Indigente


Indigente

(feita para aula de Sociologia, sobre o tema: Retratos de um povo, em 14 de outubro de 2008)

Sou um guerrilheiro sem causa
Que luta em vão
Pertenço a um povo sem nome
E sem nação.

Nunca acreditei em nada
A não ser no poder do cabo da inchada.

Minha fé vem da descrença
Nunca roubei
Nem matei
Mas também não recebi recompensa.

Dos valores aprendidos
O que mais me valeu:
Não tire dos outros o que não é seu!

Sou de família humilde
De gente que sente
De povo que trabalha
Sente dor e ainda assim continua contente

Sempre morei no mato
Tenho pouca roupa
E quase não uso sapato

Já fui chamado de burro
Maltrapilho
E até vagabundo.
Nunca diz mal nenhum
A não ser vir pra esse mundo

Não quero nada
Não te pedi dinheiro
Só quero ser tratado como um simples brasileiro.
Se me der um minuto de atenção
Seu moço só te pergunto
Porque tanta humilhação?

Não sou vagabundo,
Isso eu não sou não,
Só quero igualdade
E um pouco de compreensão.

Assim te peço desculpas
Por seu tempo tomar
Sou mais um indigente
De quem talvez não mais vá se lembrar.

Autora: Luana Rinaldi

Das Mentiras (a Verdade das Coisas)

Das Mentiras (a Verdade das Coisas)

Saudade, (saudades)
É só o que eu poço sentir
Contando em meu olhar parado
Lágrimas que não param de cair.

Nem todo raio de sol é quente
Nem todo abraço é verdadeiro
Tem gente que sente muito
E tem quem sente o tempo inteiro

Verdades nem sempre são linfas flores de um cartão postal
Nunca chegam em um boque de flores, (que se ganha no final)
Mas vale mais que as palavras feitas dos enganos pra me consolar,
A diferença entre as duas coisas depende de quem escutar.

Não quero mais brincar de ser super-herói
Ser de brinquedo e curar com remédios de mentiras
A onde me dói.

Não quero mais brincar de ser super-herói
Não sou de brinquedo, e hoje vejo:
Tudo isso dói

Nem todo raio de sol é quente
Nem todo abraço é verdadeiro
Tem gente que sente muito
E tem quem sente o tempo inteiro

Verdades nem sempre são lindas frases de um cartão postal
Mas é tudo que quero escutar
Depois de um triste final.

Autora: Luana Rinaldi

Talvez fosse pra ser assim


Talvez fosse pra ser assim
(nem todo amor é eterno)
Talvez fosse pra ser como está;
Não tendo motivos
Para ninguém reclamar.

Calam-se as bocas
Falam-se as almas,
Com olhares tão profundos
De tamanha intensidade,
Capazes de fazer para a chuva.

Não sabem, tolos mortais
Que amores são flores
E flores no mundo há de mais.

Preocupações tolas
Um parti, outro fica em seu lugar
É a lei do mundo
E assim sempre será.

A explicação está em não se explicar
Um amigo se foi,
Um amor acabou,
Mas lembrem-se:
A primavera retorna
E com ela as flores

Não sabem, tolos mortais
Que amores são flores
E flores no mundo há de mais.

Autora: Luana Rinaldi

Dias de Chuva


Dias de Chuva
(enquanto a chuva cai e ainda me lembro de você..., 16 de março de 2011)

E aqui dentro o meu olhar acompanha pela janela
A chuva que cai lentamente lá fora,
Enquanto meus pensamentos divagam
Por um mundo que é todo seu

Apenas lembranças me fazem companhia
Ao tentar conter o líquido que transborda pela minha face.
São lágrimas,
São lágrimas derramadas por você.
Escondidas em sorrisos forçados pra que não vejam
O que a sua falta me causa.

São erros,
São apelos,
São gritos mudos dirigidos à ausência.

São meras palavras ordenadas
Feitas pra você notar.
Ainda estou aqui,
E é por você que fecho minhas pálpebras ao anoitecer.

Autora: Luana Rinaldi

Dos olhos teus


Dos olhos teus
(ao você, que com seus verdes olhos confunde-me o dia. 27 de janeiro de 2011)
São verdes!
Oh! São verdes!
E me fitam,
E me fuzilam,
A cada lance de um encontro.

São verdes!
E contrastam
Com a lágrima acastanhada dos meus,
São verdes!
Tão verdes
Os olhos teus.

Autora: Luana Rinaldi

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Singular



Singular
(sobre a inconstância, 10 de março de 2011)
Nem sempre calma,
Ou descontente.
Uma lágrima pura,
Sorridente.

Maré de sonho
Em pesadelo,
Sol que chove o ano inteiro.

Pura malícia na inocência,
Timidez extrovertida em evidência.

Das faces que me tomam sem parar,
Reinvento cada parte sem negar:
Que uma parte é o todo
E o todo se parte para criar

Lados opostos,
Imagens paralelas,
É a mesma figura,
De diferentes janelas.


Autora: Luana Rinaldi