domingo, 27 de julho de 2014

Pelo afeto





Pelo afeto






Era tão sem jeito que vez ou outra se esbarrava em si mesma
Quebrava fácil, chorava horas cada caco.
Menina que se apega demais aos saltos algum problema deve ter
Não gosta de descer ao solo
Que é pra suas lágrimas estranho algum apanhar

Não seja dura consigo menina!
Não se maltrate tanto assim!
Feridas fecham e uma cicatriz aqui ou acolá dá até certo charme
Vamos, escolha suas cores e venha colorir.

Há certo medo de sorrir
Não quer ser agressiva
Mas em segredo sabe explodir silenciosamente.
Sem mostrar os dentes, sem cerrar os punhos
É das sutilezas.
Tão leve que se eleva
E aos poucos o vento lhe apaga a vergonha que coram as faces

Meia hora de boa prosa e um tom de afeição
Turve os olhos e se deixe livre
De toda leitura inicial, da superfície fria
E que essa apatia, essa rija casca não impeça.
Era doce e ainda é!






Autora: Luana Rinaldi

domingo, 20 de julho de 2014

Considerações Finais






Considerações Finais




Foi justo
Não havia mesmo um tratado.
Nada que forçasse o vínculo,
Rompemos.
Apenas isso, nada doloroso ou cruel.

Te desconheço a cada letra
E vou levando lentamente os meus passos para longe dos seus
É calmo e o dia faz-se claro pela frente
Tenho todo tempo do mundo

Vou ouvir suas canções antigas
Depois jogarei fora cada melodia que te embale,
Não quero seus discos velhos a empoeirar na minha estante.
Te leve,
E vá aos poucos soltando os dedos
Liberando minhas mãos,
Abrindo espaços.

Simples e casual,
Nada de melodramas baratos que tendem a mudar os fatos:
Rompemos – fim de capítulo
Hora de finalizar o ato, encerrar a peça,
Mudar de história.






Autora: Luana Rinaldi