Pelo afeto
Era tão sem jeito que vez ou outra se esbarrava em si
mesma
Quebrava fácil, chorava horas cada caco.
Menina que se apega demais aos saltos algum problema deve
ter
Não gosta de descer ao solo
Que é pra suas lágrimas estranho algum apanhar
Não seja dura consigo menina!
Não se maltrate tanto assim!
Feridas fecham e uma cicatriz aqui ou acolá dá até certo
charme
Vamos, escolha suas cores e venha colorir.
Há certo medo de sorrir
Não quer ser agressiva
Mas em segredo sabe explodir silenciosamente.
Sem mostrar os dentes, sem cerrar os punhos
É das sutilezas.
Tão leve que se eleva
E aos poucos o vento lhe apaga a vergonha que coram as
faces
Meia hora de boa prosa e um tom de afeição
Turve os olhos e se deixe livre
De toda leitura inicial, da superfície fria
E que essa apatia, essa rija casca não impeça.
Era doce e ainda é!
Autora:
Luana Rinaldi