“Ad eternum”
(ensaio textual)
De repente era tudo simples, preto no branco,
ou aquele colorido a gosto. Cada detalhe era absorvido, cada cheiro e textura,
nada passava despercebido aos olhos curiosos. Não se tinha pretensão alguma,
não era pra sempre ou pra daqui uma hora, era agora, era ali o eterno.
Sem ensaios, testavam cada sensação ao puro
toque e a resposta expressa no contorcer do corpo deixava clara a aprovação, a
permissão e o desejo mútuo.
E em meio à desordem fez se a ordem, os vestuários
ao chão eram pura arte, daquelas que só mãos famintas sabiam dar forma.
Palavras? Desnecessárias eu digo.
Autora: Luana Rinaldi