sexta-feira, 10 de junho de 2011

Das escolhas (reflexões)

Das escolhas.
(páginas de meu diário pessoal, escritas solta) 

Não apenas passe pelo mundo, sinta-o; guarde todas as sensações que ele te oferece: os dias de sol, os dias de chuva, as flores do campo, as pedras de seu jardim, o frescor da água e a suavidade do vento, os bons amigos e até mesmo as marcas do tempo. Mas não guarde na memória, pois em alguma fase de nossa vida ela se torna falha. Guarde na alma, lugar onde ninguém conseguira jamais apagar e onde os vestígios de uma vida plena e feliz se propagam mais facilmente.
Diga o que quiser as pessoas, mas com cuidado para não ferir ninguém, pois magoas nunca passam; fale do que vier a mente: da vida, das fofocas inocentes (aquelas que não doem), da novela, da poesia, da música predileta, fale de amor, do “amor”, e se não tiver nada a falar escute, porque é fundamental. Prefira as palavras doces a as armas (as palavras e as armas ferem, mas as palavras se apagam e as balas das armas não: elas te apagam)
Olhe nos olhos das pessoas, sinceridade vale à pena, e lembre-se que quem não gosta de olhar nos olhos não foge do outro, mas sim de si mesmo, porque as imagens refletidas nos olhos do próximo só revelam a nossa verdadeira face.
Não tenha medo de dizer a verdade, embora às vezes elas doam (a dor será sempre menor que a decepção da mentira) são necessárias entre pessoas de caráter nobre e qualquer um que tenha o mínimo de amor próprio.
A vida às vezes pode parecer muito pesada e com obstáculos que se mostrem instransponível, mas nunca desista; mais pesada é a cruz do arrependimento e os obstáculos são apenas os degraus de nossa escada para os céus. Levante a cabeça, porém nunca ande com ela alto de mais, para que não corra o risco de ser cegada pela ignorância e nem muito baixa para que não seja empurrada pelo desanimo. Mantenha-a sempre reta, assim como deve ser também seu coração e seu caráter!
Não sinta vergonha de ter medo, tenha a coragem de admitir se a temer, pois esse é o primeiro passo para vencer. Pessoas sem medo não irreais e se é humano logo busque a realidade. A covardia de se esconder atrás de máscaras só faz com que fiquemos sós, e a solidão não se faz uma boa companheira.
Admita lágrimas, não seja de ferro, pois ferro enferruja e lágrimas são palavras e às vezes até mesmo gritos que a alma revela! Escute-as e as use para crescer, seja humano e não tolo.
Acima de tudo creia! Creia em Deus, creia na família, creia nos amigos, creia em si mesmo. Acredite em sua capacidade, acredite em sua força e creia no poder de seu coração, porque você faz a diferença e a escolha é sua! Dê o seu melhor!
Não desista e faça da vida o seu palco! No qual a estrela que brilha só depende de você e a história a ser contada e você que redige.
Pense e reflita, a escolha é sua!

(02 de outubro de 2008, quinta-feira)

Corrida das águas



Corrida das águas

(da consciência ecologia, abril de 2009)

A água corre
Não busca motivo nem por que
Nasce do chão
E nele preferi morrer

Corre, percorre os campos a rolar
Molha a terra
E dela faz vida brotar

Água que anda por entre o mundo
Sobre os céus sobe
E desce em um grande buraco sem fundo,
Alimenta a natureza
Encanta aos olhos trazendo beleza

Deixa-me correr com você
Quero ver onde nasce o mundo e onde ele vai morrer

Sente o que sinto em não sentir
Não quero ser prisioneira
Quero como tu fluíres
Sente o que sinto na falta dos sentidos
Fecho os olhos
Cale a boca
E abra bem os ouvidos.

Ouça o que diz a água a correr,
Escute o clamor:
“Não deixe meu filho morrer”.

Autora:  Luana Pricila B. Rinaldi

(Carta ao Coração)
Alto Garças – Mato Grosso, 19 de janeiro de 2009.


Caro amigo,

Aqui estou eu mais uma vez pra lhe pedir um favor. Mas antes de qualquer coisa quero aproveitar para lhe agradecer pelos serviços prestados a mim, muito obrigada pó fazer com que o sangue circule em minhas veias e me permitir assim ficar viva para poder apreciar de tantas companhia agradáveis e de tantos momentos felizes, obrigada também por guardar contigo tantas pessoas que eu considero especiais para mim e que deixo a teus cuidados, por me tornar sensível as inúmeras situações da vida (não me deixando assim com uma frieza de sentimentos, a qual não suportaria viver), por ser me tão amigo e leal.
Agora, voltando ao assunto inicial, sobre o favor que quero lhe pedir. O fato é que há certo tempo, tu vens me fazendo experimentar de sentimentos que antes nunca tinha eu sentido, vens palpitando e batendo cada vez mais rápido em algumas ocasiões, dando me uma sensação muito diferente de todas as que eu já tenha sentido. Tenho às vezes, a impressão de que sairá pela minha boca, que vou morrer ou viver mais a cada instante que um determinado alguém (que tenho certeza que já conheces melhor do que eu mesma) se aproxima de mim.
Por isso meu amigo coração, por eu não saber o que se passa comigo, que lhe pergunto isso: o que esta acontecendo? Traduza-me esses novos e intensos sentimentos e sensações que desconheço. Porque ao mesmo tempo me causam dor e alegria, paz e tormentas. Não sei se quero me sentir assim, por um lado quero e por outro não (tenho medo do que possa me acontecer).
Sendo assim peço que me responda o mais rápido possível.
Atenciosamente;

Sua grande amiga.

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(Resposta ao Remetente)
Alto Garças – Mato Grosso, 19 de janeiro de 2009.


Cara Amiga,

Em atenção ao seu pedido, responde-lhe através desta, o que de fato estas a acontecer contigo.
Acho que não tive tempo, ou que me esqueci, de lhe falar sobre um dos sentimentos que a mim são encarregados de fazer-te sentir, sentimento este que estas experimentando pela primeira vez. E que agora tentarei de forma mais clara o possível lhe explicar do que se trata, para assim amenizar sua angustia e aflição.
Creio que se lembra quando lhe falei sobre amor, sobre as formas de amor. Amor pela família, pelos amigos, pelo próximo, por sigo mesma, mas acabei por esquecer-me de ti falar de um deles: o amor que um dia sentirias por alguém do sexo oposto. E é esse amor que há um tempo te aporrinhas sem que saibas.
Porém, não tenha medo de amar, isso não fará mal a você. Sei que por muitas vezes te deixo confusa com relação ao que sentis, dando lhe um misto de sensações pouco usadas em conjunto. Fazendo lhe sentir-se como se o mundo fosse acabar em alguns instantes e ao ver a pessoa amada (que para seu melhor esclarecimento conheces tanto quanto eu, só não queres admitir) é como se tudo fosse reconstruído novamente.
O amor te deixará confusa, indecisa e aparentemente frágil (você ainda não sabe a força que o amor contém), te fará feliz, te trará dor, mas for fim te fará mergulhar nas mais profundas e intensas sensações de alegria que se possa ter.
Não te deixes amedrontar, desculpe-me não ter lhe comunicado isso antes, e saiba que nunca estará só cara amiga. Lembre-se que em seu peito bate forte um Coração, que ama, que te ama, e que cuida para que tudo corra bem.
Atenciosamente,

Seu grande amigo de sempre, Coração.

Caminha é bom, mas parar é necessário (reflexões)


Caminha é bom, mas parar é necessário.

Às vezes, só às vezes (porque a todos os momentos seria um erro viver de passado e esquecermo-nos do presente), é bom para um pouco para pensar em tudo que já nos ocorreu ao longo do percurso por nós vivido.
Parar para lembra-nos dos bons momentos, dos verdadeiros amigos (aqueles que mesmo sem que mantenhamos contatos são e sempre serão nossos melhores amigos), das risadas compartilhadas, das lágrimas derramadas, dos pores de sol testemunhados, das chuvas que nos molharam em boa companhia (sempre as melhores possíveis: amigos, amores, família), das flores recebidas e também dadas, das cartas ganhas e enviadas, dos presentes, das festas e também das horas que não fizemos nada (sendo o nada a mais brilhante das opções para o momento inesperado).
E é quando revivemos tudo isso mais uma vez, que vemos tudo com uma riqueza de detalhes antes não percebidos, mas que são capazes de nos deixarem inebriados em lembranças à nós tão agradáveis. Fazendo com que percebamos o quão é bom poder viver sem a exigência da perfeição, porque são nos momentos mais simples e imperfeitos que fomos mais felizes, que vivemos mais intensamente, despreocupados com o rigoroso padrão de perfeição que às vezes estipulamos a nós mesmos.
Quando se tem algo de bom pra lembrar, tudo de ruim (mesmo que o ruim custe a passar por algum tempo, persistindo em nos atormentar a mente, e mais ainda, a alma) se torna insignificante, porque poderemos com tamanha certeza e sem sombras de dúvidas dizer: vivi verdadeiramente, não apenas passei pela vida dos outros e pela minha própria como uma luz apagada, mas fiz sim a diferença para os outros e principalmente para mim mesma.
 Ai, quando menos perceber, já terá encontrado dentro de si mesmo o motivo para o qual cada um de nós nascemos, o motivo que nos impulsiona para frente e que às vezes por nós é esquecido: nascemos para sermos felizes e essa felicidade só dependerá de nós mesmos! Não adianta criticar a vida e a todos que estão a nossa volta, se às vezes o que nos falta é um olhar mais humilde e sereno como o de uma criança, que olha para algo sem tentar achar explicação, que contempla as coisas pelo que elas são de verdade, que não buscam interpretar a vida pelo simples fato de a mesma não ser feita para ter interpretação, mas sim para ser simplesmente vivida.
Assim, às vezes se torna necessário pararmos um pouquinho (por menor que seja esse tempo), olharmos para dentro de nós mesmos (não para dentro do próximo, como muitas pessoas costumam fazer), fazer uma auto-reflexão e sorrir (sorrir pelo fato de se poder fazer isso, pelo fato de estar vivo para isso fazer).
Porque em muitos momentos desperdiçamos os maiores presentes que nos forma dados: a vida em plenitude e a capacidade de amar e ser amado! Pense um pouquinho nisso, pode te fazer bem!
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Apelo



Apelo
(pelo descaso que presenciei nas aulas de artes)

Quanto descaso,
Quanto desleixo,
Que falta de vontade,
Que desrespeito.

Não se tem hoje em dia
O amor à arte;
Que nos tempos passados se via.

Onde ficou a vontade
De saber a verdade,
Refletida na tela
Em tom de aquarela?

Pare agora!
Olhe pra fora!
No fundo, no fundo
A arte é quem move o mundo!

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Ausência da fala


Ausência da fala
(às vezes, quando não se tem nada para dizer, ou quando não se sabe o que falar – as palavras lhe faltam: o silêncio é a melhor resposta, nele encontram-se as palavras mais sensatas e sábias da humanidade; em 26 de agosto de 2008)

Sendo assim hoje não direi nada;
Deixo o silencio falar por mim!
E se alguém souber escutar,
O que o nada diz,
Talvez seja considerado tolo
Ou simplesmente feliz!

As palavras lá estarão,
Mas não serão ditas,
Apenas sentidas
Com a profundidade de um ancião
E a leveza de um puro coração!!!

Autora: Luana Pricila Bicudo Rinaldi 

Maternidade

Maternidade
(a minha mãe; 05 de maio de 2011 às 00h09min)

E são mãos que acariciam
Olhos que vigiam,
E um colo quente pra chorar.

E são braços que abraçam,
Dedos que afagam em cafuné
E são palavras doces,
São noites em ninar

E são conselhos dados
Uma voz calma ou em vezes a gritar,
E lágrimas derramadas,
E sorrisos largos:
A nos confortar

E são anjos,
E são anjos sem asas
A nos guardar.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi