quinta-feira, 28 de junho de 2012

Melancólico



Melancólico 

(junção de alguns rascunhos feitos há algum tempo)




Não me dê o mundo
Seria de tamanha crueldade
Fazer engano ao meu pensar;

Não se promete tudo
Quando se falta o essencial.

Sem abraços e beijos
Sem demonstrações ternas
Sem anúncios ou esperas
Sem alardes...

Cada um com suas feridas.


Autora: Luana Rinaldi

sábado, 23 de junho de 2012

Aos amigos




Só os fortes...

                                                                      
(23 de junho de 2012, as amigos Leonardo e Yasmin, relembrando o barzinho e brigadeiro de chuva)


E são loucos
E são poucos
Os melhores que pensar...
Te levantam ou se derrubam juntos

Pequenos, grandes
Gordinho ou magrelos...
de sorrisos largos ou soluços sentidos

O fato é que tudo perde o sentido
Ou ganha a razão
Chamem de amigos
Eu os chamo de irmãos.


Autora: Luana Rinaldi
Obs: um tanto quanto infantil, feita no impulso, mas verdadeira, por isso resolvi postar rsrsrs.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mil luas


 

 Mil luas



Sou mais do o olho vê,
Sou essência

Me intrigo,
Me encho e me desfaço
E me fecho em versos

Guardei meus passos pra lhe contar
Das estrelas que dei voltas
Cada suspiro sentido
Sobre as pétalas nos livros a fechar

Deslumbre,
Como a criança terna a brincar.
Costume,
Sobre o vento a dançar
Sem jeito...

Não me apresses
É a ternura que me forma
Das luas a que passei
Por entre as cantigas e prosas.

Autora: Luana Rinaldi


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cosmos



Cosmos.



                                                                                                            (O astrônomo Carl Sagan define o termo cosmos como sendo “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será”, 07 de junho de 2012)





É com o tempo, que todo aquele emaranhado de belos sorrisos e cumprimentos gentis é peneirado, e revelam quais os falsos e os verdadeiros. E separam-se os bons dos nem tão bons assim;
E sobram ombros que apoiam sua cabeça cansada, mãos que enxugam suas lágrimas soltas, palavras ásperas que lhe corrigem na hora certa, verdades doloridas e necessárias, um pouco de loucura pra lhe arrancar um sorriso da face! E vão-se as mãos que te cumprimentam momentaneamente, os lábios que proferem mentiras doces, os olhos que lhe negam socorro, a perfeição forçada na forma de gentilezas pérfidas.
Sabe-se nesse instante quem é ouro e quem é lata, as faces ocultas que escondem intenções pré-moldadas. Antes todos juntos, agora distintos são; poucos ou muitos o que basta é que só os bons restarão.
Amigos, assim chamam-se os que se escolhem mutuamente. Não por agradarem-se com partes, mas sim pelo gosto do todo, pela loucura degustada ou pela sanidade almejada na pluralidade. Uma união do cosmos, uma junção de protagonistas principais onde todos os papeis são a essência da peça.
E são destes que vos falo, dos que participam do começo, meio e final em uma vida compartilhada com o simples, o complexo e o nada normal sentido que damos a tudo. Amigos, mais que isso, irmãos de alma, companheiros de brigadeiro e de ressaca... chão das horas vagas, pedaços personificados de um quebra-cabeças.
Dos demais, apenas participações relâmpagos de cometas que passaram, arrasaram, marcaram, mas que deixaram espaços pra as estrelas – as quais chamo de amigos –, do mais, cometas se vão e ficam apenas algumas lembranças.
Gosto de cometas, mas prefiro as estrelas, pois quanto deito à grama são elas que vou contemplar.



Autoria: Luana P. B. Rinaldi