quarta-feira, 23 de abril de 2014

Poema a duas mãos: breves cartas de desilusão


 

Poema a duas mãos: breves cartas de desilusão



 

Ele ---
Hoje eu abri meus olhos,
O sol bateu firme a me encarar  
Lembrei-me de seu lindo rosto
Queria te ver, te beijar
Mas não tive coragem.

Ela ---
Sei talvez que escreverá agora um poema
Uma dúzia dessas frases alinhadas, redondas e melodramáticas
Coisas de poeta romancista
Desses de musa idealizada
Jurando até me fazer delirar
Será que acreditas?

Ele ---
Levantei, me arrumei
E ao sair escutei um som:
Sim, era nossa música.
Meu coração bateu mais forte
Minhas pernas tremeram
O dia queria me falar algo
Que eu não estava entendendo

Ela ---
Desculpe-me a franqueza
Algumas vezes não sei ser sutil
Deixemos de lado as gentilezas:
Não é frieza meu caro, é proteção.

Ele ---
Segui meu dia lembrando nossas vivências
Dos beijos de amor
Dos abraços calorosos
Das noites em branco nos amando
Das vezes que lhe dissera eu te amo

Ela ---
Palavras por horas são erros
Dos quais algumas ocasiões me omiti,
Não procuremos agora culpados
Das nossas meias verdades ou decepções
Foram apenas acasos
Somente casos

Ele ---
Acabei por passar o dia pensando nisso
Pensando em nós,
Mas ficou nisso mesmo.
Nunca tive tanta vontade de falar com você
Mas em vez disso,
Fiz um de meus poemas
Falando ao meu amor
Do amor que ainda vive em nós.

Ela ---
E por fim o nosso fim
Talvez não seja uma história sobre nós!
E nosso “nós” não será sobre você e eu,
Será só meu
Será só seu
Os pedaços que cada qual ira levar.






Autores: coautora Luana Rinaldi 
coautor Aleff Medeiros  

domingo, 20 de abril de 2014

Eu e meus joelhos ralados



 

Eu e meus joelhos ralados





E cá vou eu com meus joelhos ralados
Necessário!
Assim repito em voz alta

Já não sangra mais
E logo cicatrizará
Passada a ferida
Não mais dolorida...
Vou sentindo tão somente a experiência

Não trocaria nem um grama de minhas quedas
Nem mesmo uma de minhas cicatrizes
Por dez outros momentos felizes
Preciso disso.

Preciso dobrar-me ao chão vez ou outra
Que é pra combater a ignorância
Apreciando o valor das minhas dores

Nasci para o alto
Mas sei que toda ave uma hora encontra o solo.
E assim como tal me moldo
Que inclino e reconstruo

Não me assunto
É preciso – repito-me novamente em alto tom.






Autora: Luana Rinaldi