Dos Clássicos
(“vai transformar tudo em poesia agora vai?”... ”vou,
cuidado, minhas amigas serão as próximas vítimas”)
Era toda confusão,
Fazia seus próprios problemas
Só pela agonia de buscar a solução
Ela era seu próprio segredo,
Ao arquear as longas e finas sobrancelhas
Com aquela expressão de uma cara só.
Nem tédio,
Nem nostalgia,
Não se era pura alegria
Mas simples explicação pra tudo.
Era um desses livros:
Dos clássicos fora de seu tempo.
Seja drama ou emoção,
Era própria!
Daquelas pessoas que não se formam de uma melodia só.
Que se admita,
Que se permita,
Um jeito novo de se descobrir criança
Ou velho em demasia.
E ela era personagem de seu próprio filme mudo,
Que se repete,
Com olhos que dizem tudo.
Autora: Luana Rinaldi