quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E só quero lembrar


 

E só quero lembrar



E das melhores coisas da vida eu já senti,
Morri de amor
E por alguns até resnasci.

Aqueci-me em pores do sol
Adormeci ao vento,
Cantei em noite de lua
Mergulhei em pensamento.

Já chorrei e sorri,
Doeu e curou,
Apanhei e bati.

Dos amigos colecionei:
Sorrisos e versos,
Flores e abraços,
Erro e perdão.
Lembranças aos montes
Que aqui ficarão.

Já tive noites nubladas,
Céu coberto em tempetade,
Já me molhei na chuva
E amei de verdade

Fui fera e cândura
Açucar e sal
Símbolo matemático e
Ponto final.

Ainda que, dos meus dias
Não me restes a mais,
Fui e sou feliz
Por dias desiguais.

Do colo que me ninou,
Do abraço que me curou,
Da boca que deixou saudade
Dos raios solares ou tempestade,
Das doces ilusões e da mais pura amizade,
Do mundo o todo
E de todo a verdade,
Imperfeição perfeita como receita de felicidade.


Autora: Luana Pricila Bicudo Rinaldi

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

É ela


É ela


(05 de agosto de 2011)



É ela
E é dela os dedos
Pelo cabelo longo a brincar,
E é por ela
Os olhares capturados
Ao seu passar

                                                                                                   
E é dela o sorriso faceiro
A iluminar;
Pra ela:
Corações cativos
A se doar.


E é ela,                                                                                    
E é dela
A doce forma de fascinar,
A bela moça faceira
À quem se espera chegar.

 
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Do princípio do Fim (Análise)


(Este não é mais um de meus poemas de amor como os muitos que se encontram postados nesse blog, mas sim uma pequena análise de desencanto)




Do princípio do Fim...


De alguma forma eu já sabia, aquela era a última vez que me acolheria em seus braços. O último beijo, o último afago e a primeira de uma série de ausências. E mudos, inertes, ainda sentia o calor de um abraço enquanto o verde de seu olhos deixava claro o fim de um começo.
E no encanto dos desencantados, e na permissão dos beijos roubados, era tudo deslumbre, era tudo fascínio e novidade. Rápido demais pra se fixar, uma eternidade em poucos momentos, de pensamentos fortes e movimentos lentos. E fim, e nada mais que um final, triste, embora normal.
Vi um mundo que só a mim pertencia, idealizei cada detalhe e não me permiti ver os erros que nos fadavam ao fracasso. Eram objetivos diferentes, eram sonhos ingênuos (meus) e desejos latentes (seus). E de mais em mais, nada foi o total, nem um adeus ao final pra não se matar o que nem chegou a nascer.
Fingimos bem, embora saibamos que uma resposta ainda está em aberta nos negamos relutantemente a pronunciar qualquer som que quebre o silencio da dúvida. Dúvida de não ter mais a certeza de ser ou deixar de ser, de querer ou dispensar ter, dúvida de ter feito a escolha certa.


Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dores e Temores



Dores e Temores
(por que é complicado amar?)



O que dizer quando se espera uma palavra que não é dita?
Quando à boca se cala mais o coração grita?

O que se deve fazer?
Calar-se, ou confessar e correr?

Oh amor, porque zombas de mim,
Fazendo-me amar alguém assim?

Porque sentes, tu, tanto prazer em me torturar?
Deixando-me apenas
Com o consolo de olhar;
(olhar sem ser vista, sendo uma figura passiva, sem nenhuma alternativa)

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Pensamentos Pensados



Pensamentos Pensados

(da sanidade dos loucos e das loucuras dos sãos: se apaixonar)

Ao pensar no que penso
Encontro sentido em não pensar
O que vem a ser o sentido?
Apenas um erro a mais.

Mas como todo ser humano gosta de errar
Ainda sinto
E ainda continuo a pensar

Um dia talvez
Não sinta e nem pense
Quem sabe possa ver melhor
O que hoje busco entender em vão,
O coração não tem sentido apenas a solidão.

Dar sentindo ou buscar sentido
Pode ser em vão
Uma mera eloqüência da mente
Ao tentar achar explicação

O homem gosta da sensação de controle
Por isso tende a pensar
Pensa tanto que até chegou a voar
Sendo assim penso também,
Pois como os pássaros têm asas
Meu coração também as tem

Sinto muito por sentir tão bem
Por que ao contrário do que penso
(sem sentir ou pensar)
Continuo
A querer
Sendo o querer mais uma etapa da sensação de poder.

Poder que se pensa ter
Sendo o mesmo em vão
Porque a explicação da vida
É não ter explicação
E o poder do amor
É a escravidão do coração.

Assim como a flor
Perfuma sem por que
Também como a borboleta
Que se transforma pra morrer,
Assim não se explica e só se resume o meu querer

Querer sem pensar
(embora ainda pense em querer)
Sem sentir muito
(só em muito sentir)
Sem nenhuma explicação
E tão pouco um agir.

Um olhar tão sublime
Uma flor tão cobiçada
Um simples sentido
Uma boa frase pensada.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sociedade Moderna II


Sociedade Moderna II
(da submissão cega, aprenda a pensar sozinho)

Reflexos do que fui um dia
Não há nada igual
Mudei meus pensamentos
Já não acho mais nada banal.

Acostumei-me a viver como você queria
Fechei os meus olhos
Sou mais um cego do dia.
A noite se chega
Mais uma prisão
Somos todos escravos,
Partilhando à mesma condenação.

Não pense,
Não fale,
Não ouça mais não,
Obedeça ao que pedem
Sem buscar explicação.

Nossos pecados são grandes
Não maiores do que nossa ignorância.
Faça tudo o que lhe dizem
Sem exclamação.
Um dia irá olhar para trás
E não haverá mais perdão:
Nossas almas estão sujas,
Com o sangue do irmão.

Se quiser fugir
Sai agora,
De uma boa olhada
Veja o terror que fizeram lá fora.

Se sair
Também vai sofrer
Mas com a responsabilidade e missão:
De viver e deixar viver.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Tic-tac


Tic-tac
(releitura de um poema infantil)

Tic-tac, tic-tac
Diz o meu relógio sem parar
Tic-tac, tic-tac
Sei que assim não vai dar!

Passou das uma
Já foram duas
Agora são três,
E eu sozinha aqui mais uma vez.

Tic-tac, tic-tac
Olha só o que você me fez!

Tic-tac, tic-tac
Diz o meu relógio sem parar
Tic-tac, tic-tac
Vou sair sem hora pra voltar.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Um final não tão feliz assim


Um final não tão feliz assim
(esboço de uma letra, 22 de setembro de 2009)
Eu esqueci as partes ruins, joguei fora
Tudo isso pra tentar
Salvar aquela velha história

De um final tão triste assim,
Com um começo errado
E um meio mais que ruim.

Nada disso adiantou
São precisas mais que palavras
Pra salvar um grande amor
De uma ruína tão infeliz.
Um final que eu nunca quis!

Nunca pude imaginar
Que doesse tanto assim
Apagar as partes erradas
Do que sobrou em mim,
Do que restou de um amor
Que se dizia ser sem fim.

Mais nada disso adiantou
São precisas mais que palavras
Pra salvar um grande amor
De um final não tão feliz assim
Coisas que a gente nunca quis

E enquanto eu me despeço
De partes do meu coração,
Deixo aqui esses rabiscos,
Que formaram essa canção.

De um final tão triste assim,
Com um começo errado
E um meio mais que ruim.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Ilusões


Ilusões
(sem data definida)

Sei que as ilusões do coração só nos fazem sofrer
Porém do maior é ilusão não ter,
Por isso não te tenho
Mas me satisfaço de te ver.

Retenho na visão
A vontade de você
Iludo-me a todo instante
Apenas em meu querer.

Em vão,
Choro!
Inutilmente!
Sei, porque é verdade,
Não consigo tirar-te de minha mente.

Porém estou aprendendo a conviver
Com apenas imaginação,
Crio-te do jeito que quero
E guardo em meu coração

Lá sei posso ter-te
Não me perguntas nada
E sempre vou ver-te
Assim, ali, sei que me espera,
Que me ama,
Em uma infinita quimera.
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Das escolhas (reflexões)

Das escolhas.
(páginas de meu diário pessoal, escritas solta) 

Não apenas passe pelo mundo, sinta-o; guarde todas as sensações que ele te oferece: os dias de sol, os dias de chuva, as flores do campo, as pedras de seu jardim, o frescor da água e a suavidade do vento, os bons amigos e até mesmo as marcas do tempo. Mas não guarde na memória, pois em alguma fase de nossa vida ela se torna falha. Guarde na alma, lugar onde ninguém conseguira jamais apagar e onde os vestígios de uma vida plena e feliz se propagam mais facilmente.
Diga o que quiser as pessoas, mas com cuidado para não ferir ninguém, pois magoas nunca passam; fale do que vier a mente: da vida, das fofocas inocentes (aquelas que não doem), da novela, da poesia, da música predileta, fale de amor, do “amor”, e se não tiver nada a falar escute, porque é fundamental. Prefira as palavras doces a as armas (as palavras e as armas ferem, mas as palavras se apagam e as balas das armas não: elas te apagam)
Olhe nos olhos das pessoas, sinceridade vale à pena, e lembre-se que quem não gosta de olhar nos olhos não foge do outro, mas sim de si mesmo, porque as imagens refletidas nos olhos do próximo só revelam a nossa verdadeira face.
Não tenha medo de dizer a verdade, embora às vezes elas doam (a dor será sempre menor que a decepção da mentira) são necessárias entre pessoas de caráter nobre e qualquer um que tenha o mínimo de amor próprio.
A vida às vezes pode parecer muito pesada e com obstáculos que se mostrem instransponível, mas nunca desista; mais pesada é a cruz do arrependimento e os obstáculos são apenas os degraus de nossa escada para os céus. Levante a cabeça, porém nunca ande com ela alto de mais, para que não corra o risco de ser cegada pela ignorância e nem muito baixa para que não seja empurrada pelo desanimo. Mantenha-a sempre reta, assim como deve ser também seu coração e seu caráter!
Não sinta vergonha de ter medo, tenha a coragem de admitir se a temer, pois esse é o primeiro passo para vencer. Pessoas sem medo não irreais e se é humano logo busque a realidade. A covardia de se esconder atrás de máscaras só faz com que fiquemos sós, e a solidão não se faz uma boa companheira.
Admita lágrimas, não seja de ferro, pois ferro enferruja e lágrimas são palavras e às vezes até mesmo gritos que a alma revela! Escute-as e as use para crescer, seja humano e não tolo.
Acima de tudo creia! Creia em Deus, creia na família, creia nos amigos, creia em si mesmo. Acredite em sua capacidade, acredite em sua força e creia no poder de seu coração, porque você faz a diferença e a escolha é sua! Dê o seu melhor!
Não desista e faça da vida o seu palco! No qual a estrela que brilha só depende de você e a história a ser contada e você que redige.
Pense e reflita, a escolha é sua!

(02 de outubro de 2008, quinta-feira)

Corrida das águas



Corrida das águas

(da consciência ecologia, abril de 2009)

A água corre
Não busca motivo nem por que
Nasce do chão
E nele preferi morrer

Corre, percorre os campos a rolar
Molha a terra
E dela faz vida brotar

Água que anda por entre o mundo
Sobre os céus sobe
E desce em um grande buraco sem fundo,
Alimenta a natureza
Encanta aos olhos trazendo beleza

Deixa-me correr com você
Quero ver onde nasce o mundo e onde ele vai morrer

Sente o que sinto em não sentir
Não quero ser prisioneira
Quero como tu fluíres
Sente o que sinto na falta dos sentidos
Fecho os olhos
Cale a boca
E abra bem os ouvidos.

Ouça o que diz a água a correr,
Escute o clamor:
“Não deixe meu filho morrer”.

Autora:  Luana Pricila B. Rinaldi

(Carta ao Coração)
Alto Garças – Mato Grosso, 19 de janeiro de 2009.


Caro amigo,

Aqui estou eu mais uma vez pra lhe pedir um favor. Mas antes de qualquer coisa quero aproveitar para lhe agradecer pelos serviços prestados a mim, muito obrigada pó fazer com que o sangue circule em minhas veias e me permitir assim ficar viva para poder apreciar de tantas companhia agradáveis e de tantos momentos felizes, obrigada também por guardar contigo tantas pessoas que eu considero especiais para mim e que deixo a teus cuidados, por me tornar sensível as inúmeras situações da vida (não me deixando assim com uma frieza de sentimentos, a qual não suportaria viver), por ser me tão amigo e leal.
Agora, voltando ao assunto inicial, sobre o favor que quero lhe pedir. O fato é que há certo tempo, tu vens me fazendo experimentar de sentimentos que antes nunca tinha eu sentido, vens palpitando e batendo cada vez mais rápido em algumas ocasiões, dando me uma sensação muito diferente de todas as que eu já tenha sentido. Tenho às vezes, a impressão de que sairá pela minha boca, que vou morrer ou viver mais a cada instante que um determinado alguém (que tenho certeza que já conheces melhor do que eu mesma) se aproxima de mim.
Por isso meu amigo coração, por eu não saber o que se passa comigo, que lhe pergunto isso: o que esta acontecendo? Traduza-me esses novos e intensos sentimentos e sensações que desconheço. Porque ao mesmo tempo me causam dor e alegria, paz e tormentas. Não sei se quero me sentir assim, por um lado quero e por outro não (tenho medo do que possa me acontecer).
Sendo assim peço que me responda o mais rápido possível.
Atenciosamente;

Sua grande amiga.

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(Resposta ao Remetente)
Alto Garças – Mato Grosso, 19 de janeiro de 2009.


Cara Amiga,

Em atenção ao seu pedido, responde-lhe através desta, o que de fato estas a acontecer contigo.
Acho que não tive tempo, ou que me esqueci, de lhe falar sobre um dos sentimentos que a mim são encarregados de fazer-te sentir, sentimento este que estas experimentando pela primeira vez. E que agora tentarei de forma mais clara o possível lhe explicar do que se trata, para assim amenizar sua angustia e aflição.
Creio que se lembra quando lhe falei sobre amor, sobre as formas de amor. Amor pela família, pelos amigos, pelo próximo, por sigo mesma, mas acabei por esquecer-me de ti falar de um deles: o amor que um dia sentirias por alguém do sexo oposto. E é esse amor que há um tempo te aporrinhas sem que saibas.
Porém, não tenha medo de amar, isso não fará mal a você. Sei que por muitas vezes te deixo confusa com relação ao que sentis, dando lhe um misto de sensações pouco usadas em conjunto. Fazendo lhe sentir-se como se o mundo fosse acabar em alguns instantes e ao ver a pessoa amada (que para seu melhor esclarecimento conheces tanto quanto eu, só não queres admitir) é como se tudo fosse reconstruído novamente.
O amor te deixará confusa, indecisa e aparentemente frágil (você ainda não sabe a força que o amor contém), te fará feliz, te trará dor, mas for fim te fará mergulhar nas mais profundas e intensas sensações de alegria que se possa ter.
Não te deixes amedrontar, desculpe-me não ter lhe comunicado isso antes, e saiba que nunca estará só cara amiga. Lembre-se que em seu peito bate forte um Coração, que ama, que te ama, e que cuida para que tudo corra bem.
Atenciosamente,

Seu grande amigo de sempre, Coração.