segunda-feira, 15 de agosto de 2011

É ela


É ela


(05 de agosto de 2011)



É ela
E é dela os dedos
Pelo cabelo longo a brincar,
E é por ela
Os olhares capturados
Ao seu passar

                                                                                                   
E é dela o sorriso faceiro
A iluminar;
Pra ela:
Corações cativos
A se doar.


E é ela,                                                                                    
E é dela
A doce forma de fascinar,
A bela moça faceira
À quem se espera chegar.

 
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Do princípio do Fim (Análise)


(Este não é mais um de meus poemas de amor como os muitos que se encontram postados nesse blog, mas sim uma pequena análise de desencanto)




Do princípio do Fim...


De alguma forma eu já sabia, aquela era a última vez que me acolheria em seus braços. O último beijo, o último afago e a primeira de uma série de ausências. E mudos, inertes, ainda sentia o calor de um abraço enquanto o verde de seu olhos deixava claro o fim de um começo.
E no encanto dos desencantados, e na permissão dos beijos roubados, era tudo deslumbre, era tudo fascínio e novidade. Rápido demais pra se fixar, uma eternidade em poucos momentos, de pensamentos fortes e movimentos lentos. E fim, e nada mais que um final, triste, embora normal.
Vi um mundo que só a mim pertencia, idealizei cada detalhe e não me permiti ver os erros que nos fadavam ao fracasso. Eram objetivos diferentes, eram sonhos ingênuos (meus) e desejos latentes (seus). E de mais em mais, nada foi o total, nem um adeus ao final pra não se matar o que nem chegou a nascer.
Fingimos bem, embora saibamos que uma resposta ainda está em aberta nos negamos relutantemente a pronunciar qualquer som que quebre o silencio da dúvida. Dúvida de não ter mais a certeza de ser ou deixar de ser, de querer ou dispensar ter, dúvida de ter feito a escolha certa.


Autora: Luana Pricila B. Rinaldi