Entre um
copo e outro
Nos copos espalhados sobre a mesa te derramo,
Já não me amo a cada trago.
Mórbido e assustador
Todos os perfumes e imagens embasadas
Apenas hoje quero sair só.
Veja, ainda não encontrei mãos que se encaixem nas minhas
Tão perfeitamente como as suas
Tão quentes,
E agora são vazias.
Pequenos mundos dissolvidos num bar
Em meias doses de um alguém qualquer,
Apenas hoje quero sair só.
De fundo um blues antigo
E já estou meio alto
Não saberia contar em quantos copos te afoguei esta noite
Me sinto estranho.
Com qualquer estranho me abrigo
E são mãos, bocas e perfumes
Qualquer costume que assuma um pouco dos seus
Só quero ir pra casa essa noite,
Fechar os olhos e mentir para mim mesmo.
Me iluda pela última vez
Entrelace nossos dedos e espere adormecer
Apenas hoje não quero estar só.
Autora: Luana Rinaldi
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