Ao pé da escada.
Não mais que um degrau,
Onde possa me sentar.
Deixar ao léu...
Solta,
Por que movimentar-se nem sempre é deslocamento
É o pensamento.
É o pensamento meu meio de transporte predileto.
Deixo livre,
Sem punição...
Aquelas ideias bobas,
De ser pura ou não
Deixo alto:
O grito ecoando pela alma nua,
Que é minha toda doçura e azedume.
Pois eu,
Só eu
Só...
Viro muito,
Viro nada,
Viro música lenta
Balada...
Sentada,
Em um degrau da escada.
Deixo livre
O livro que sobre mim se abre
E me conheço
Bem o suficiente para dar asas
Meu tão eu
Sou eu.
Autora: Luana Rinaldi