sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dores e Temores



Dores e Temores
(por que é complicado amar?)



O que dizer quando se espera uma palavra que não é dita?
Quando à boca se cala mais o coração grita?

O que se deve fazer?
Calar-se, ou confessar e correr?

Oh amor, porque zombas de mim,
Fazendo-me amar alguém assim?

Porque sentes, tu, tanto prazer em me torturar?
Deixando-me apenas
Com o consolo de olhar;
(olhar sem ser vista, sendo uma figura passiva, sem nenhuma alternativa)

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Pensamentos Pensados



Pensamentos Pensados

(da sanidade dos loucos e das loucuras dos sãos: se apaixonar)

Ao pensar no que penso
Encontro sentido em não pensar
O que vem a ser o sentido?
Apenas um erro a mais.

Mas como todo ser humano gosta de errar
Ainda sinto
E ainda continuo a pensar

Um dia talvez
Não sinta e nem pense
Quem sabe possa ver melhor
O que hoje busco entender em vão,
O coração não tem sentido apenas a solidão.

Dar sentindo ou buscar sentido
Pode ser em vão
Uma mera eloqüência da mente
Ao tentar achar explicação

O homem gosta da sensação de controle
Por isso tende a pensar
Pensa tanto que até chegou a voar
Sendo assim penso também,
Pois como os pássaros têm asas
Meu coração também as tem

Sinto muito por sentir tão bem
Por que ao contrário do que penso
(sem sentir ou pensar)
Continuo
A querer
Sendo o querer mais uma etapa da sensação de poder.

Poder que se pensa ter
Sendo o mesmo em vão
Porque a explicação da vida
É não ter explicação
E o poder do amor
É a escravidão do coração.

Assim como a flor
Perfuma sem por que
Também como a borboleta
Que se transforma pra morrer,
Assim não se explica e só se resume o meu querer

Querer sem pensar
(embora ainda pense em querer)
Sem sentir muito
(só em muito sentir)
Sem nenhuma explicação
E tão pouco um agir.

Um olhar tão sublime
Uma flor tão cobiçada
Um simples sentido
Uma boa frase pensada.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sociedade Moderna II


Sociedade Moderna II
(da submissão cega, aprenda a pensar sozinho)

Reflexos do que fui um dia
Não há nada igual
Mudei meus pensamentos
Já não acho mais nada banal.

Acostumei-me a viver como você queria
Fechei os meus olhos
Sou mais um cego do dia.
A noite se chega
Mais uma prisão
Somos todos escravos,
Partilhando à mesma condenação.

Não pense,
Não fale,
Não ouça mais não,
Obedeça ao que pedem
Sem buscar explicação.

Nossos pecados são grandes
Não maiores do que nossa ignorância.
Faça tudo o que lhe dizem
Sem exclamação.
Um dia irá olhar para trás
E não haverá mais perdão:
Nossas almas estão sujas,
Com o sangue do irmão.

Se quiser fugir
Sai agora,
De uma boa olhada
Veja o terror que fizeram lá fora.

Se sair
Também vai sofrer
Mas com a responsabilidade e missão:
De viver e deixar viver.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Tic-tac


Tic-tac
(releitura de um poema infantil)

Tic-tac, tic-tac
Diz o meu relógio sem parar
Tic-tac, tic-tac
Sei que assim não vai dar!

Passou das uma
Já foram duas
Agora são três,
E eu sozinha aqui mais uma vez.

Tic-tac, tic-tac
Olha só o que você me fez!

Tic-tac, tic-tac
Diz o meu relógio sem parar
Tic-tac, tic-tac
Vou sair sem hora pra voltar.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Um final não tão feliz assim


Um final não tão feliz assim
(esboço de uma letra, 22 de setembro de 2009)
Eu esqueci as partes ruins, joguei fora
Tudo isso pra tentar
Salvar aquela velha história

De um final tão triste assim,
Com um começo errado
E um meio mais que ruim.

Nada disso adiantou
São precisas mais que palavras
Pra salvar um grande amor
De uma ruína tão infeliz.
Um final que eu nunca quis!

Nunca pude imaginar
Que doesse tanto assim
Apagar as partes erradas
Do que sobrou em mim,
Do que restou de um amor
Que se dizia ser sem fim.

Mais nada disso adiantou
São precisas mais que palavras
Pra salvar um grande amor
De um final não tão feliz assim
Coisas que a gente nunca quis

E enquanto eu me despeço
De partes do meu coração,
Deixo aqui esses rabiscos,
Que formaram essa canção.

De um final tão triste assim,
Com um começo errado
E um meio mais que ruim.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Ilusões


Ilusões
(sem data definida)

Sei que as ilusões do coração só nos fazem sofrer
Porém do maior é ilusão não ter,
Por isso não te tenho
Mas me satisfaço de te ver.

Retenho na visão
A vontade de você
Iludo-me a todo instante
Apenas em meu querer.

Em vão,
Choro!
Inutilmente!
Sei, porque é verdade,
Não consigo tirar-te de minha mente.

Porém estou aprendendo a conviver
Com apenas imaginação,
Crio-te do jeito que quero
E guardo em meu coração

Lá sei posso ter-te
Não me perguntas nada
E sempre vou ver-te
Assim, ali, sei que me espera,
Que me ama,
Em uma infinita quimera.
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi