Pequenos infinitos
Dentro de uma caixa qualquer
repousam nossos planos
As primeiras linhas mal
escritas,
E aquela meia dúzia de bilhetes
bobos.
Não são muitas coisas
Se não nosso pequeno
universo.
Apenas
mais um dia,
Em que as horas se arrastam.
Não quero ver as cores por
trás das janelas
Serão opacos todos os tons
que não mais nos formam
Quero ficar imóvel por
alguns segundos
Amargurar as estrelas que
ainda ousam manter o brilho
Enquanto meu mundo se apaga.
Meu pequeno universo repousa
triste
Tão só, ainda existe
Só resiste...
Foram doces todas as
lembranças
Seguro todos os abraços –
dos braços que me soltaram
Tão insegura e infantil vou
rogando por sua voz calada
A quem culpo?
A quem imploro?
Nosso infinito quebrado.
Um vazio de inteiros
desfeitos
De estrelas tristes e
estradas tortas,
Não mais importa.
Autora: Luana Rinaldi
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