terça-feira, 8 de abril de 2014

Verdades intrínsecas

 



Verdades intrínsecas





Estava cheia do vazio que a preenchia por inteiro
Inquieta entre o ideal e o verdadeiro
Uma verdadeira caixa de idéias desconexas
Algo se acendia e apagava dentro daquele peito a cada anoitecer

E seus amores eram todos ensaiados
Seus planos roubados
E suas mãos sempre frias

A verdade é que cansa...
Cansa-se de estantes cheias e mentes sempre vazias.
As aparências ardilosas vendidas como verdades irrefutáveis
E falta de vontade, talvez mais acertadamente coragem:
De retirar o véu...
Procurar o oculto,
Organizar a casa.

E é quando a luz se apaga!
Ela se acende,
Se arde e queima por inteiro
A madrugada alenta uma inquietude de alma, corpo e extensão.

Talvez amanhã
Talvez...
E se não tarde
E se...





Autora: Luana Rinaldi
 

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