Relicário
Vejo mil almas quebradas
E mil pedaços tentando se
consertar,
Muitos filhos órfãos
Muitas viúvas em eterno luto,
Mil histórias cortadas em
algum ponto
Ou pior: sem ponto.
Aquela cama bagunçada que
nunca será preenchida
Aquele disco antigo, de
alguma coleção, acumulando pó ao canto
Um livro não terminado
E braços vagos
Espaços vagos
De corações cheios:
Cheios de expectativas
frustradas.
Nem toda canção será tocada
E alguns calçados ficaram
sempre ao pé da escada
Intactos relicários.
Autora:
Luana Rinaldi
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