Outrora
Ainda vela o meu passo,
Reconhece o meu choro
E sabe tão bem, como poucos,
o quanto sangro ao fechar da porta
E me sonda
Vigia meus medos...
Incapaz de deixar passar
qualquer segredo que outrora lhe foi confiado.
Nunca mais prolongadas
conversas dos tempos de glória
Nem mesmo uma palavra que
rompa o silêncio
Como uma existência paralela
se faz,
Das
lembranças boas intactas:
Perdidas em algum lugar,
entre orgulho e dúvida
Separam-se os passos
Afastam-se os mundos
Cruzam as ruas
Desnudos de qualquer
obrigação que quebre o gelo
Que cole as fotos
Ou reconsiderem os atos.
Autora:
Luana Rinaldi
Nenhum comentário:
Postar um comentário