terça-feira, 8 de abril de 2014

Outrora





Outrora



Ainda vela o meu passo,
Reconhece o meu choro
E sabe tão bem, como poucos, o quanto sangro ao fechar da porta

E me sonda
Vigia meus medos...
Incapaz de deixar passar qualquer segredo que outrora lhe foi confiado.
Nunca mais prolongadas conversas dos tempos de glória
Nem mesmo uma palavra que rompa o silêncio

Como uma existência paralela se faz,
Das lembranças boas intactas:
Perdidas em algum lugar, entre orgulho e dúvida

Separam-se os passos
Afastam-se os mundos
Cruzam as ruas
Desnudos de qualquer obrigação que quebre o gelo
Que cole as fotos
Ou reconsiderem os atos.






Autora: Luana Rinaldi

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