Memórias de um vagabundo
Sou deste, daquele e de qualquer mundo,
Do copo que caiba a última dose
Dos amigos, chegados e cúmplices,
Da letra mal elaborada que dedilho em alto tom.
Sou meu som
Meu acorde e minha partitura
Aquela figura apática que vos fala de glória,
De história infames
E que às vezes lhe cora as faces.
Não meça os meus pecados,
São meus passos mal formados – desapressados
Que trilho alegremente,
Ora engolindo meu pranto ou simplesmente sorrindo de
dente a dente.
Cabe a mim a tempestade, aquela chuva fina que lava qualquer
alma ou sol poente de fim de tarde.
Se tenho planos? Sim, os tenho.
E faço de minha mente fértil, um pequeno engenho
Das ideias de compartilho,
Que multiplico em um mundo que não cabe em mim
Sou feliz,
Sim, sou feliz assim.
Autora: Luana Rinaldi
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