Daquela solidão
Chora tão sentida,
Tão ferida,
Que não se reconhece além da dor.
Fez-se frágil, pequenina
Pobre moça sem amor.
Sem amado, sem canção...
Apaga suas estrelas quando vai dormir.
Doce é a voz que se lamenta
E de medo em medo
Forte faz-se a lágrima que alimenta.
Criança tola,
Que acreditava estar só
Mal sabe ela quanta solidão cabe nesse mundo
noite adentro.
Quanto peito só lamenta... Só!
Seus próprios joelhos ralados.
Há tanto coração quebrado,
Há tanta dor enlatada
E tanto grito preso na garganta.
Chora tão sentida,
Tão ferida,
Que não se reconhece além da dor.
Procura cega por uma dose,
Qualquer que seja do puro amor.
Autora: Luana Rinaldi
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