quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Meia estação





Meia estação




Talvez eu seja aquele amor de meio de caminho
Não o começo,
Que é pra não fazer lembrança amarga
Nem mesmo o último ou então o de destino.

Sou aquele amor de meia estrada
E quero ser lembrada como brisa de meia estação,
Uma porta aberta para chegada:
Do que por direito reserva o seu coração.

Com calma,
Alimentando a alma inconstante.
Sem pretensão demasiada, aquela foto velha guardada em um canto qualquer.
E não espere ao fim da noite – não tenho a intenção de ficar
Acolho-te e recolho ternamente os seus tormentos
Sou amor de alento – impulso para voos altos

Pelo tempo adequado
Fico enquanto útil – não mais que isso. 

Autora: Luana Rinaldi

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