A classe
São só
cadeiras vazias, desalinhadas e gastas
E vão
singularmente sendo preenchidas,
De nobre
material,
Condutor
de sonhos
Tão denso
que quase palpável torna.
Tortas
letras em linhas retas,
Apreende-se
com tempo a segurar rijamente o lápis lascado
Aprende-se.
A classe,
Sem classe
molda – desigual perfeição
Sob o
giz corre a lousa velha em enrugadas mãos
É preciso
tanto calma quanto pressa.
Decorada
a primeira lição.
É doce
o gosto da luz nas trevas
E a
sensação:
Não mais
um borrão,
Apropriar-se
do nome – tão sublime efeito.
Orgulho
do ato – em concreto antigo de simples paredes
Não mais
muros,
Apenas
sede.
A pequena
classe,
Em simples
transborda.
Autora: Luana Rinaldi
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