Cosmos.
(O astrônomo Carl Sagan define o termo cosmos como sendo “tudo o que já
foi, tudo o que é e tudo que será”, 07 de junho de 2012)
É com o tempo, que todo aquele emaranhado de belos
sorrisos e cumprimentos gentis é peneirado, e revelam quais os falsos e os
verdadeiros. E separam-se os bons dos nem tão bons assim;
E sobram ombros que apoiam sua cabeça cansada, mãos que
enxugam suas lágrimas soltas, palavras ásperas que lhe corrigem na hora certa,
verdades doloridas e necessárias, um pouco de loucura pra lhe arrancar um
sorriso da face! E vão-se as mãos que te cumprimentam momentaneamente, os
lábios que proferem mentiras doces, os olhos que lhe negam socorro, a perfeição
forçada na forma de gentilezas pérfidas.
Sabe-se nesse instante quem é ouro e quem é lata, as
faces ocultas que escondem intenções pré-moldadas. Antes todos juntos, agora
distintos são; poucos ou muitos o que basta é que só os bons restarão.
Amigos, assim chamam-se os que se escolhem mutuamente.
Não por agradarem-se com partes, mas sim pelo gosto do todo, pela loucura
degustada ou pela sanidade almejada na pluralidade. Uma união do cosmos, uma
junção de protagonistas principais onde todos os papeis são a essência da peça.
E são destes que vos falo, dos que participam do começo,
meio e final em uma vida compartilhada com o simples, o complexo e o nada
normal sentido que damos a tudo. Amigos, mais que isso, irmãos de alma,
companheiros de brigadeiro e de ressaca... chão das horas vagas, pedaços
personificados de um quebra-cabeças.
Dos demais, apenas participações relâmpagos de cometas
que passaram, arrasaram, marcaram, mas que deixaram espaços pra as estrelas –
as quais chamo de amigos –, do mais, cometas se vão e ficam apenas algumas
lembranças.
Gosto de cometas, mas prefiro as estrelas, pois quanto
deito à grama são elas que vou contemplar.
Autoria: Luana P. B.
Rinaldi
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