quarta-feira, 27 de abril de 2011

Para minha avozinha

Para minha avozinha
(a minha avó Hilda que deixou-nos saudades e bons exemplos)

Ah, avozinha!
Olho-te assim
Tão frágil
Como uma criancinha.

Seus olhos tão pequenos,
Tão serenos,
Parecem olharem pro infinito,
Mais além:
Para algo não descrito

Teus cabelos já grisalhos,
Cuja cor o tempo apagou
Fio a fio sua história em nossa vida marcou.

Sua voz hoje quase calada
Tanta história já me contou,
Suas mãos enrugadas que um dia já me ninou.

Vejo o rastro do tempo
No rosto de alguém que tanto me amou

Ah, avozinha!
Quanto tempo já se passou.

Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Um comentário:

  1. Que linda homenagem, parabéns pelas poesias
    estou gostando muito de todas.

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