Indigente
(feita para aula de Sociologia, sobre o tema: Retratos de um povo, em 14 de outubro de 2008)
Sou um guerrilheiro sem causa
Que luta em vão
Pertenço a um povo sem nome
E sem nação.
Nunca acreditei em nada
A não ser no poder do cabo da inchada.
Minha fé vem da descrença
Nunca roubei
Nem matei
Mas também não recebi recompensa.
Dos valores aprendidos
O que mais me valeu:
Não tire dos outros o que não é seu!
Sou de família humilde
De gente que sente
De povo que trabalha
Sente dor e ainda assim continua contente
Sempre morei no mato
Tenho pouca roupa
E quase não uso sapato
Já fui chamado de burro
Maltrapilho
E até vagabundo.
Nunca diz mal nenhum
A não ser vir pra esse mundo
Não quero nada
Não te pedi dinheiro
Só quero ser tratado como um simples brasileiro.
Se me der um minuto de atenção
Seu moço só te pergunto
Porque tanta humilhação?
Não sou vagabundo,
Isso eu não sou não,
Só quero igualdade
E um pouco de compreensão.
Assim te peço desculpas
Por seu tempo tomar
Sou mais um indigente
De quem talvez não mais vá se lembrar.
Autora: Luana Rinaldi

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