Nota ao portador
E
talvez seja por isso que estive evitando há algum tempo
Qualquer
contato ou mostra de afeto,
Qualquer
esperança mórbida de correspondência.
São
as palavras doces que me incomodam:
Mel
em recipiente sujo azeda!
E
se não for para ficar espero que nem apareça.
Porque
se seus espaços não me preencherem vou ficar vaga,
Distante
e falha
E
procurar em qualquer bobagem uma forma menos sofrida de lhe apagar dos meus
rascunhos.
A
porta estava fechada,
Era
seguro e cômodo.
Você
bateu e eu hesitei em baixar a guarda.
Por
favor, faça valer à pena.
Autora:
Luana Rinaldi
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