terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nota ao portador





Nota ao portador



E talvez seja por isso que estive evitando há algum tempo
Qualquer contato ou mostra de afeto,
Qualquer esperança mórbida de correspondência.
São as palavras doces que me incomodam:
Mel em recipiente sujo azeda!
E se não for para ficar espero que nem apareça.

Porque se seus espaços não me preencherem vou ficar vaga,
Distante e falha
E procurar em qualquer bobagem uma forma menos sofrida de lhe apagar dos meus rascunhos.

A porta estava fechada,
Era seguro e cômodo.
Você bateu e eu hesitei em baixar a guarda.
Por favor, faça valer à pena.






Autora: Luana Rinaldi

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