Desconstrução pessoal
O ego,
Talvez essa seja a maior das minhas máscaras
Uma trapaça eu sei, com a criança ainda existente em minh' alma,
Perdida em meus cantos.
Não pense que não choro
Ou que não oro
Encolhida na lágrima que devoro só
Vou oscilando enquanto me demoro a dormir
Nas horas que desmorono desacompanhada
- Hora de ajeitar o travesseiro -
Farás das minhas falas discursos, tal perfeitamente
alinhados
Planejados aos detalhes para agradar
Coisas controladas,
Situações planejadas,
Formarão sempre a minha rotina medrosa.
É isso, confesso medo
Corajosamente confesso!
Pois bem, aqui estou:
Deitando a máscara sobre a mesa
A ponto de deixar nua a carne viva
A alma pulsante
Da minha parte mais vibrante
É isso, tenho medo e confesso
Corajosamente confesso.
Autora:
Luana Rinaldi
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