quarta-feira, 5 de junho de 2013

Carta de um Suicida



 
 

Carta de um Suicida.



 (mais doloroso que a morte é a ausência – e pra quem fica a dor é uma tatuagem gravada na alma que sofre... quase três anos.)




As paredes gritam ao meu redor,
E não tem ninguém aqui,
E não tem ninguém

Estranho e só
E só...
Lamento,
Grito em silêncio
Minhas preces que nunca serão ouvidas

Pronuncio em alto som
Os socorros que minha alma clama
E reclama,
Tão só

Sem fala, sem abraços ou afagos
Meu corpo se dissolve em dor,
Em esquecimento,
Uma não existência.
Sou eu: a figura pura da ausência

Dá-me colo,
É tudo que peço,
Que clamo e chamo
Já sem voz.

É triste,
E melancólico,
Fazer ausência e agora ser a própria ausência.
Sem uns e no fim sem todos.

Por fim choro só,
E rasgam minha garganta: os últimos gritos
Agora suspiros
Por fim
O fim.




Autora: Luana Rinaldi

Nenhum comentário:

Postar um comentário