Carta de um Suicida.
(mais
doloroso que a morte é a ausência – e pra quem fica a dor é uma tatuagem
gravada na alma que sofre... quase três anos.)
As paredes gritam ao meu redor,
E não tem ninguém aqui,
E não tem ninguém
Estranho e só
E só...
Lamento,
Grito em silêncio
Minhas preces que nunca serão ouvidas
Pronuncio em alto som
Os socorros que minha alma clama
E reclama,
Tão só
Sem fala, sem abraços ou afagos
Meu corpo se dissolve em dor,
Em esquecimento,
Uma não existência.
Sou eu: a figura pura da ausência
Dá-me colo,
É tudo que peço,
Que clamo e chamo
Já sem voz.
É triste,
E melancólico,
Fazer ausência e agora ser a própria ausência.
Sem uns e no fim sem todos.
Por fim choro só,
E rasgam minha garganta: os últimos gritos
Agora suspiros
Por fim
O fim.
Autora: Luana Rinaldi
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