Contemplação
Na nebulosa desses dois
grandes olhos que venero
Repouso em euforia,
Das horas que me desejam o dia
Agarrado as tuas formas.
E são tudo e nada em consequência
Sobre a apatia da calma aparência
Donde perco me em ti
Para poder encontrar.
Que deslizem
Sob o corpo a repousar
Dedos ávidos por cada gota de beleza
Que da graça desse ser exala.
Que me resta a contemplar,
Se não o ser amando?
A quem pertencem todos os suspiros
De quem deseja ao desejado.
Sublime contemplação
De um tormento feito sobre escala,
A preencher o espaço entre a distância de seus braços.
Autora: Luana Rinaldi
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