Saberei quando for hora
(Não há constância, de quedas e levantes
é feita toda paixão que lhe arrebata. Saiba deixar partir – 08 de agosto de
2012).
Decido sair,
Mudar o papel de parede,
Pintar as marcas antigas e tirar dos olhos qualquer
lembrança:
Que me remeta aos passos
Que me lembre de laços
Que nunca uniram.
O tempo é mesmo uma canção antiga
Daquelas melosas
Que tocam como disco arranhando
A mesma música
Deixo-te ir de mãos abertas
E em silêncio gritante
Rompendo perfeitos planos irrealizáveis
Assim depois de um tempo
Não se pode dizer ter a cura
Só se é mais suportável a ausência.
Da falta de mundo
Que abracei por inteiro com um enlaçar de braços.
Lavar o rosto,
Guardar na caixa atrás do armário:
Qualquer pequena lembrança.
Trocar os móveis de lugar
E abrir espaço para a próxima queda.
Autora: Luana Rinaldi
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