quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Saberei quando for hora


 


Saberei quando for hora



(Não há constância, de quedas e levantes é feita toda paixão que lhe arrebata. Saiba deixar partir – 08 de agosto de 2012).




Decido sair,
Mudar o papel de parede,
Pintar as marcas antigas e tirar dos olhos qualquer lembrança:
Que me remeta aos passos
Que me lembre de laços
Que nunca uniram.

O tempo é mesmo uma canção antiga
Daquelas melosas
Que tocam como disco arranhando
A mesma música

Deixo-te ir de mãos abertas
E em silêncio gritante
Rompendo perfeitos planos irrealizáveis

Assim depois de um tempo
Não se pode dizer ter a cura
Só se é mais suportável a ausência.
Da falta de mundo
Que abracei por inteiro com um enlaçar de braços.

Lavar o rosto,
Guardar na caixa atrás do armário:
Qualquer pequena lembrança.
Trocar os móveis de lugar
E abrir espaço para a próxima queda.



Autora: Luana Rinaldi

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