sexta-feira, 10 de junho de 2011

Caminha é bom, mas parar é necessário (reflexões)


Caminha é bom, mas parar é necessário.

Às vezes, só às vezes (porque a todos os momentos seria um erro viver de passado e esquecermo-nos do presente), é bom para um pouco para pensar em tudo que já nos ocorreu ao longo do percurso por nós vivido.
Parar para lembra-nos dos bons momentos, dos verdadeiros amigos (aqueles que mesmo sem que mantenhamos contatos são e sempre serão nossos melhores amigos), das risadas compartilhadas, das lágrimas derramadas, dos pores de sol testemunhados, das chuvas que nos molharam em boa companhia (sempre as melhores possíveis: amigos, amores, família), das flores recebidas e também dadas, das cartas ganhas e enviadas, dos presentes, das festas e também das horas que não fizemos nada (sendo o nada a mais brilhante das opções para o momento inesperado).
E é quando revivemos tudo isso mais uma vez, que vemos tudo com uma riqueza de detalhes antes não percebidos, mas que são capazes de nos deixarem inebriados em lembranças à nós tão agradáveis. Fazendo com que percebamos o quão é bom poder viver sem a exigência da perfeição, porque são nos momentos mais simples e imperfeitos que fomos mais felizes, que vivemos mais intensamente, despreocupados com o rigoroso padrão de perfeição que às vezes estipulamos a nós mesmos.
Quando se tem algo de bom pra lembrar, tudo de ruim (mesmo que o ruim custe a passar por algum tempo, persistindo em nos atormentar a mente, e mais ainda, a alma) se torna insignificante, porque poderemos com tamanha certeza e sem sombras de dúvidas dizer: vivi verdadeiramente, não apenas passei pela vida dos outros e pela minha própria como uma luz apagada, mas fiz sim a diferença para os outros e principalmente para mim mesma.
 Ai, quando menos perceber, já terá encontrado dentro de si mesmo o motivo para o qual cada um de nós nascemos, o motivo que nos impulsiona para frente e que às vezes por nós é esquecido: nascemos para sermos felizes e essa felicidade só dependerá de nós mesmos! Não adianta criticar a vida e a todos que estão a nossa volta, se às vezes o que nos falta é um olhar mais humilde e sereno como o de uma criança, que olha para algo sem tentar achar explicação, que contempla as coisas pelo que elas são de verdade, que não buscam interpretar a vida pelo simples fato de a mesma não ser feita para ter interpretação, mas sim para ser simplesmente vivida.
Assim, às vezes se torna necessário pararmos um pouquinho (por menor que seja esse tempo), olharmos para dentro de nós mesmos (não para dentro do próximo, como muitas pessoas costumam fazer), fazer uma auto-reflexão e sorrir (sorrir pelo fato de se poder fazer isso, pelo fato de estar vivo para isso fazer).
Porque em muitos momentos desperdiçamos os maiores presentes que nos forma dados: a vida em plenitude e a capacidade de amar e ser amado! Pense um pouquinho nisso, pode te fazer bem!
Autora: Luana Pricila B. Rinaldi

Um comentário: